Não é um laboratório. É uma exposição.
Maria-Elena (Milly) Lavaniegos faz a biologia parecer boa. Ela é uma bióloga evolucionista. Ela estuda como a vida muda. Ela usa DNA. Ela olha para pequenos animais flutuando no oceano. Mas ela não publica apenas gráficos. Ela faz arte.
A Deriva
Conheça o plâncton.
Eles são pequenos. Eles flutuam. Alguns são semelhantes a plantas. Alguns são parecidos com animais. Uma baleia azul come bilhões deles. Parece nojento até você olhar de perto. Então você vê padrões. Espirais. Formas que não mudaram muito em milhões de anos.
Lavaniegos chama isso de “microfósseis”. Ela chama isso de arte.
“Arte e ciência são formas de comunicar o mundo natural”, diz ela. “Eu quero que as pessoas se importem.”
Isso faz sentido?
Normalmente a ciência acadêmica fica atrás dos muros. Diários. Tabelas de dados. Infográfico é espalhado onde o texto é pequeno e seco. É suposto ser neutro. É suposto ser seguro. Mas a evolução é confusa. A vida é estranha. Por que tratá-lo como uma declaração de imposto de renda?
Quebrando o quadro
Lavaniegos tem um PhD. Ela concluiu seu trabalho de pós-doutorado. Ela poderia sentar-se em um escritório. Ela optou por não fazê-lo.
Ela coleta dados da natureza. O ambiente marinho é estressante. As temperaturas mudam. Coral recifes descoloridos. A poluição aumenta. Esses são estressantes. Eles atingiram duramente os organismos. Lavaniegos quer ver o que acontece. O código genético quebra? Ou se adapta?
Ela tira fotos. Ela desenha. Ela coloca essas imagens em materiais curriculares para escolas. Os professores usam seu trabalho. As crianças olham para o desenho de um plâncton e pensam uau.
Isto não é apenas decoração. É comunicação.
Resiliência é difícil de ensinar. Você pode defini-lo. A capacidade de se recuperar de um revés. Entediante. Mas se você mostrar a foto de um organismo que sobreviveu a um desastre? Isso pega. Ele vive no ambiente da sala de aula.
O Dilema do Mentor
Quem ensina isso?
Mentores em ciências geralmente dizem aos alunos para seguirem o método. Escreva o papel. Obtenha a concessão. Não faça desenhos bonitos do organismo. Seja rigoroso.
Lavaniegos diz: experimente os dois.
Ela é bióloga de campo. Ela entra no mundo real. Ela vê coisas que nenhum microscópio sozinho pode mostrar. Ela traz isso de volta. Ela mostra que a informação pode ser visual. Os fatos fornecidos são bons. As tendências aprendidas são boas. Mas sentimentos? Eles também são importantes. Se você não sente algo pelos dados, quem se importa com o problema da ciência ambiental?
Precisamos de heróis invertebrados. Eles não têm espinha dorsal. Cerca de 90 por cento das espécies são invertebrados. Ignoramos a maioria deles. Isso é um problema.
Perguntas abertas
O mergulho revela mais do que o ar.
Revela o tempo. Mergulho é apenas respirar debaixo d’água com um tanque. Mas quando Lavaniegos mergulha ela procura pistas sobre o passado. Ela olha para o presente para adivinhar o futuro. Será que esses pequenos vagabundos sobreviverão? Será que o DNA deles resistirá ao aquecimento dos oceanos?
Ninguém sabe.
Não existe um equilíbrio perfeito entre arte e dados. Nunca existe. Às vezes a arte vence. Às vezes a ciência se perde no brilho. Lavaniegos caminha até o limite.
Ela não tem a resposta.
Ela tem uma foto.


















