A impressora 3D que holograma seus ouvidos

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A maioria das impressoras 3D são enfadonhas. Lento. Eles colocam plástico fatia por fatia. Espere. Espere mais um pouco. É como ver a tinta secar em avanço rápido.

Mas e se você pudesse imprimir uma orelha humana em minutos? Não apenas qualquer ouvido. Um vivo. Macio. Viável. Pronto para um transplante?

Os pesquisadores da EPFL não estão apenas fazendo perguntas. Eles estão respondendo. Com um método 70 vezes mais eficiente que antes.

Pare de empilhar, comece a girar

Esta não é uma impressão 3D normal. Esta é a TVAM. Fabricação de Aditivos Volumétricos Tomográficos. Pense em uma tomografia computadorizada executada ao contrário.

Um laser brilha em um frasco giratório de gosma. O líquido endurece apenas onde a luz atinge com mais força. A estrutura se forma de uma só vez. Sem camadas. Não há espera. Apenas um objeto completo saindo da resina como um truque de magia.

As versões anteriores tiveram dificuldades. Perda de energia. Baixa eficiência. A equipe da EPFL corrigiu isso mudando a forma como lidavam com a luz.

“Controlamos a fase, não o brilho.”

Esse pequeno ajuste economizou enormes quantidades de energia do laser.

Mais rápido. Maior. Vivendo.

O novo dispositivo controla as fases do laser diretamente dentro da impressora. É o primeiro desse tipo. O resultado?

Objetos em escala milimétrica são impressos em segundos. Os em escala centimétrica levam apenas alguns minutos. E aqui está o chute: as células sobrevivem.

Num teste, eles imprimiram uma orelha humana em tamanho real. Usando um diodo laser de 150mW. Hardware barato. Alta recompensa. Noutra experiência, as células impressas numa pequena construção permaneceram vivas durante seis dias. Eles formaram redes. Função biológica real.

Por que isso importa? A dispersão da luz geralmente prejudica as impressões 3D em tecidos grossos. Este sistema revida com feixes de autocura. O sinal encontra o caminho. A estrutura permanece verdadeira.

O problema da superfície

Velocidade é uma coisa. A qualidade é outra. A interferência do laser geralmente deixa uma bagunça granulada na superfície. Duro. Inútil para implantes.

A equipe resolveu matando o speckle. Uma nova técnica suaviza o acabamento. Maria Alvarez-Castaño observa que isso aproxima a bioimpressão da realidade médica. Implantes reais requerem bordas lisas. Não texturas de lixa.

“Finalmente é possível bioimprimir em escala quase clínica.”

Diz Christophe Moser. Ele sabe do que está falando. Dirige o Laboratório de Dispositivos Fotônicos Aplicados da EPFL.

O que vem a seguir?

Eles não vão parar nos ouvidos. Trabalhos futuros visam resinas de alta densidade celular. Mais difícil de imprimir. Mais difícil de controlar. Eles planejam prever reações químicas dentro da resina em tempo real.

Talvez imprima em objetos existentes. Talvez perto deles.

Fala-se em interromper totalmente a rotação. Projetar hologramas diretamente sem girar o frasco. Isso simplificaria o hardware. Reduza a vibração. Melhore a velocidade novamente.

Estamos caminhando em direção a um futuro onde seu corpo se auto-reparará usando impressoras. É assustador? Talvez.

Também é inevitável. O hardware é barato. A eficiência é alta. A biologia funciona.

Só precisamos esperar a resina endurecer.